terça-feira, 25 de agosto de 2009




História

Call of Duty 5 World at War retorna as origens da série levando o jogador a conflitos da Segunda Guerra Mundial. Nessa edição jogamos com um soldado americano na guerra no Pacifico, em ilhas japonesas, e jogamos também com um soldado russo, desde a queda de Stalingrado até a invasão de Berlim

A narrativa é muito boa, principalmente a do lado russo, pois nele contamos com um companheiro obcecado por vingança pela destruição da patria mãe. Esse personagem ajuda a elevar o sentimento imposto pela guerra e faz com que as ações se tornem mais críveis. Voce se importa com a motivação daquela gente.

O grande problema da história do jogo é a maneira como é contada, fora do jogo, ou seja, entre as missões. As escolhas de design são, no minimo, equivocadas, como falarei adiante.


Conceito

O conceito do jogo é bem simples. Atire em tudo o que se mover. É o básico já esperado de um FPS como esse, principalmente nessa série. O que diferencia esse jogo de outros FPS é a intensidade como tudo ocorre.

O jogo faz questão de te colocar em situações tensas e intensas, com vários detalhes ocorrendo simultaneamente, o que trás uma bela injeção de adrenalina a um jogo com fundamentos bastante simples. Atirar, avançar, cumprir o objetivo, avançar, atirar, avançar...

A alternancia entre os dois soldados dá uma bela refrescada na ambientação e apresenta uma variedade de situações que complementa um ao outro.




Jogabilidade

Como todo bom FPS que se preza, o ideal é o combo mouse+teclado.

O jogo premia a sua precisao e rapidez e isso é prova de uma boa jogabilidade.

A ação é rápida e frenética, exigindo do jogador reflexos rápidos e acertada escolha de armas. Alias, armas nao faltarão, apesar de esgotar a munição, sempre vale procurar pela arma dos inimigos pelo chão.

Normalmente o jogo esconde perto de alguma parte chave, uma arma adequada para a situação. Vale uma procurada.

Um dos aspectos mais interessante é a variedade de jogabilidade proporcionada por situações diferentes. Em um momento voce está atirando em soldados japoneses no topo de uma arvore, caminhando por trincheiras. No outro voce está num avião manejando as metralhadoras num ataque aéreo aos navios japoneses. Em outro ainda, voce dá suporte aos seus companheiros usando um rifle de precisão. E em outro, voce usa um lança-chamas para combater os soldados escondidos no mato.

Alias, a adição de um lança chamas ao arsenal do jogo faz com que aumente e muito a diversão no mata-mata


Visual

Em relação ao seu antecessor a parte técnica melhorou, com melhores texturas e efeitos visuais. Mas é na parte artistica que as coisas ficam um pouco estranhas.

Além de alguns bugs onde corpos de soldados inimigos ficam flutuando, a bizarra decisão artistica de misturar 2a guerra com uma estética MTV, onde tudo é rápido demais e nada é muito claro, faz com que o jogo perca um pouco da seriedade que deveria ter e tente parecer mais "cool". Infelizmente esse tipo de decisão tira o jogador da imersão proporcionada dentro do jogo.

Imersão essa conseguida através do uso de diversos efeitos visuais como fumaça das explosões, avioes passando, fogo, tiro ricocheteando, diversos soldados em sua voltam e boas texturas.

Com esses efeitos e com o audio em sincronia, o Call of Duty 5 consegue recriar o caos da guerra como poucos jogos do tipo conseguem.




Audio

A parte sonora complementa muito bem a visual, com efeitos de fundo que fazem voce sentir que está numa guerra maior do que aquela missão.

O que não é tão bom é a qualidade do som que varia demais, indo desde efeitos que voce pode jurar que o seu subwoofer deu problema e parou de funcionar a efeitos onde voce tem que abaixar o volume para nao causar um problema com os vizinhos. Isso atrapalha demais a imersão do jogo.

Outra escolha polemica é no caso das músicas, onde alem das musicas no estilo filme-de-guerra, épicas, temos músicas mais contemporaneas com riffs pesados de guitarra em momentos de tensão. Mais uma vez, a impressão de que os designers queriam dar um ar "cool" transparece com uma escolha dessas.


Conclusão

COD5 WAW é um ótimo FPS de Segunda Guerra Mundial com uma sensacional e climática campanha single player, mas que esbarra em bizarras decisões de design e falta de polimento geral. Talvez se a Treyarch se focasse em fazer apenas as versões principais, como a Infinity Ward faz, o jogo saisse melhor.



Jogabilidade : 9.0
Visual : 9.0
Audio : 7
Longevidade : 6


Nota final : 8.5

Um comentário:

Cosmão disse...

Bacana o review, um amigo meu comentou sobre o lança chamas, disse que é muito divertido usá-lo nos inimigos.
To vendo se pego esse antes do Modern Warfare 2, pois curto Segunda Guerra também.